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Parto e pós-parto

Filha meu amor maior - Relato de um parto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ter um filho nunca foi só mais um dos meus planos, sempre foi o PRINCIPAL. Lembro-me de quando era criança que o meu pai sempre dizia: “quando você for adolescente fará ‘bico’ de babá, depois vai ser pediatra e depois terá uns 10 filhos, nunca vi gostar tanto de criança assim”.

 

Bem, não fui babá (pelo menos nunca ganhei para isso), também não me tornei pediatra (mas fiz enfermagem obstétrica) e ainda não tenho 10 filhos (risos, e não terei, serão no máximo 03). Mas, de uma coisa tenho certeza, nasci para ser Mãe.

 

Sempre digo que minha filha não é consequência do meu casamento e sim a causa. Calma! Casei por amor e não estava grávida. Porém, ao pedir a Deus o grande amor da minha vida, o segundo item da minha lista era “Que queria ter filhos” – o primeiro “Que seja temente a Deus”. (veja aqui a história do meu casamento).

 

Nunca cogitei a possibilidade de passar neste mundo sem o maravilhoso dom de gerar um filho, (ou adotar, para aquelas que não podem gerar). Brincava – falando sério – que se eu não casasse até os 30 anos, faria produção independente.

 

Entretanto, Deus me abençoou com uma família maravilhosa. Casei no dia 06 de dezembro de 2014, até então o único contraceptivo que usava era camisinha, então resolvi utilizar a “tabelinha”, pois queria engravidar com uns 06 meses de casada, baixei até aplicativo no celular.

 

O método funciona desde que você não resolva tomar uma torre de chopp e vá, em seguida, “namorar” com o maridão. E foi assim que aconteceu, saímos para comemorar o Réveillon de 2014/2015 e o aplicativo dizia: início do período fértil, mas nenhum dos dois lembrou-se disso quando chegamos em casa. E, com um mês e 20 dias de casados, nos descobrimos grávidos.

 

A gravidez foi super tranquila, com pouquíssimos incômodos. E no dia 24 de setembro nossa princesa veio ao mundo.

 

No final da gestação se inicia as falsas contrações ou contrações de Braxton Hicks. E a cada contração dessa vinha com ela a esperança de iniciar o trabalho de parto.

 

Dia 20/09/15 perdi um pouco de muco e a ansiedade para o parto aumentou. No dia 23 por volta das 14horas, fui ao banheiro e ao me limpar percebi que havia perdido o tampão mucoso (a saída do tampão pode ocorrer até 15 dias antes do parto), e, após 30min, senti minha calcinha úmida, coloquei um paninho para conferir e o mesmo molhou também. A bolsa rompeu, mas não igual nos filmes onde escorre muita água, foi um pequeno furinho e o líquido foi vazando aos poucos.

 

Meu esposo saiu às 16h para trabalhar, mas antes buscou minha mãe para ficar comigo, tomei banho e mantive o paninho entre as pernas. As 18h meu pai saiu do serviço e passou na minha casa para me buscar, pois iria dormir na casa deles. Até então, eu não tinha certeza que minha bolsa tinha rompido.

 

No meio do caminho falei com meu pai para passarmos na maternidade para que eu pudesse ser avaliada, não estava sentindo nada e o liquido que saía era tão pouco que duvidava que a bolsa houvesse rompido e achei que não ganharia naquela noite.

 

Cheguei ao hospital 18h20min, mas só fui atendida 19h30min. Eu estava tranquila, já conhecia todos na maternidade (trabalhei lá por 3 anos) e a médica que entrava no plantão era uma das minhas favoritas.

 

Ao me examinar constatou meu colo uterino estava abrindo, mas não chegava nem 2 cm e a bolsa realmente tinha rompido, não havia mais nada de líquido. As dores eram fraquinhas. Eu estava até rindo. Mas como o plantão estava muito tumultuado, fiquei de observação até 22h00, andando para um lado e para o outro e trocando mensagens no celular. Neste momento as dores aumentaram um pouco e fui reavaliada, o colo já estava com 3cm e as dores aumentando.

 

Providenciaram minha internação e eu fui para o chuveiro e aí a dor aumentou mais. Eu andava para um lado e para o outro no quarto. Quando a dor vinha agachava segurando a escada de ling, mas a dor só aumentava. Eu não conseguia ficar deitada, parecia que a minha coluna esta abrindo.

 

Eu gritava e pedia analgesia, mas a dilatação ainda não era suficiente. Neste momento já era mais de meia noite. Minha mãe era minha acompanhante, mas ela não sabia o que fazer, tentava me acalmar, segurava minha mão e rezava, rezou uns 5 terços.

 

Não queria cesariana, mesmo achando aquela dor a pior do mundo. Não achava justo comigo, com minha filha e com meu marido, já que se fosse para fazer uma cirurgia sem necessidade, eu teria feito agendada com meu médico e com a presença do meu marido, mas isso nunca foi nossa vontade.

 

Então fui reavaliada, 4 cm, não tinha chegado nem no meio do caminho. Voltei para o chuveiro e peguei bola, sentei em cima, e ao mesmo tempo em que a água morna cai em mim eu remexia na bola. Como diz o ditado: "o bambu enfoio". Gritei muito. Não sei quanto tempo fiquei no chuveiro, pareceu pouco, mas ao sair de lá já eram 2h00 e eu já estava com 8cm.

 

Chamaram o anestesista e a analgesia foi a melhor coisa do planeta. Ao me examinar a médica me informou que eu já estava com 10cm e minha bebê já estava na portinha para nascer era só eu fazer força.

 

Fiz toda força do mundo, mas precisei de um empurrãozinho. Aí depois de uns 15 minutos em período expulsivo ela nasceu. Foi aspirada e rapidamente corou e chorou.

 

Quando a trouxeram aos meus braços eu só sabia rir. Tinha a certeza que ali estava a melhor coisa que já fiz na minha vida. Surgiu em mim um amor que não cabe no peito. Eu só sabia (e até hoje sei) admira-la. Ela é perfeita, um tesouro mandado por Deus e amado por nós.

 

Sempre soube que ser mãe era maravilhoso, mas só quando realmente nos tornamos mãe podemos entender o significado desta palavrinha. O amor de mãe é amor eterno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obs: Como viram usei diversas técnicas de alívio da dor e aceleração do parto, o que contribui para um trabalho de parto que durou menos de 05 horas. Sabia mais sobre estes métodos aqui.

 

Fabrinne Apolonio

 

© 2016 por Uai Divas

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