Superação além dos limites!
E hoje no Divã da Lorena vamos falar de superação além dos limites!
Quem está acompanhando a Paraolimpíadas está de queixo caído com o desempenho dos atletas e como a superação e a força de vontade fazem a diferença na vida deles.
Vamos acompanhar e se inspirar na história de alguns atletas paraolímpicos. Eles deixaram as limitações deles de lado. E você? O que está esperando?
Yohansson Nascimento

Nem o fato de ter nascido sem as duas mãos impediu o alagoano Yohansson Nascimento de encontrar o atletismo aos 17 anos. O velocista rapidamente se destacou e representou o Brasil pela primeira vez nos Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008, onde conquistou uma prata no revezamento 4x100m e um bronze nos 200m rasos. A consagração veio em Londres-2012. Foi na Inglaterra que Yohansson conseguiu seu primeiro ouro, nos 200m rasos, além de outra prata, nos 400m rasos. A expectativa é de que ele aumente ainda mais sua coleção no Rio de Janeiro, em 2016.
- Fui descoberto num ônibus quando voltava do dentista. Ela perguntou se eu praticava algum esporte, respondi que só jogava futebol, então comecei a treinar. Nunca pude imaginar que seria um dos melhor atletas do mundo - contou Yohansson, que corre na classe T47 para atletas com deficiências nos membros superiores.
Yohansson já nasceu sem as duas mãos, o que não o impede de levar uma vida independente. Casado com a estudante universitária Thalita Lima desde 2013 - a quem ele pediu em casamento durante a Paralimpíada de Londres -, o velocista é um dos atletas mais extrovertidos da delegação brasileira. Neste domingo, o alagoano ficou com o bronze nos 100m T47 da Rio 2016 com o tempo de 10s79. O ouro foi para o compatriota Petrúcio Ferreira, que bateu o recorde mundial da prova ao estabelecer 10s57. Nesta segunda, os dois estarão lado a lado na equipe brasileira de revezamento, o que já tem rendido brincadeiras e elogios mútuos.
- Foi a minha quinta medalha paralímpica, agora tenho duas pratas, dois bronzes e um ouro. Chegou a vez de ganhar a minha sexta correndo ao lado do Petrúcio. Cada medalha é uma história que a gente faz. Falo que levo sempre um livro em branco para cada competição para preenchê-lo com histórias - filosofou.
Terezinha de Jesus
O caminho até a medalha de bronze foi muito mais longo do que os 100m percorridos no Engenhão. Até conhecer o esporte paralímpico e descobrir o talento nas pistas, Teresinha de Jesus precisou se virar para sobreviver. Com uma amputação no braço esquerdo devido a um erro médico grosseiro na infância, a brasileira vendeu frutas, trabalhou como empregada doméstica, em uma papelaria e entregando marmitas. Encarou todos os desafios possíveis e hoje, aos 35 anos, sorri com a satisfação de quem alcançou o ápice fazendo o que ama.
Teresinha ficou em terceiro lugar na final dos 100m na classe T47, para atletas com amputação ou lesão semelhante nos membros superiores, com o tempo de 12s79. Era a segunda mais velha no balizamento, perdendo neste quesito apenas para a compatriota Sheila Finder, que cruzaria em sexto lugar. Apesar da idade, tem pouquíssimo tempo no paradesporto.
Natural de Caxias, no Maranhão, Teresinha só teve o primeiro contato com o atletismo em 2011, em Londrina, onde mora atualmente. A evolução foi muito rápida. Disputou uma etapa regional, depois uma do Brasileiro, e quanto se deu conta já estava representando o Brasil no Mundial e no Parapan. Neste domingo, brilhou na pista azul em sua estreia em Paralimpíadas – ela ainda correrá os 200m e os 400m.
- Sempre me perguntava por que só fui conhecer o esporte com 32 anos. Acredito que Deus sabe o que faz. Esse era o momento certo. Se eu tivesse conhecido antes talvez não teria o mesmo desenvolvimento. Quando a gente entra na pista para correr nunca sabe o que pode acontecer. Hoje (domingo) realmente, fiquei bastante nervosa. Passei a linha e não vi a colocação. Quando vi meu nome, realmente foi uma emoção única. As pernas falharam, me joguei no chão. Foi emoção pura.
A lesão de Teresinha teve origem com um erro médico grosseiro. Ela tinha oito anos e brincava com as primas quando sofreu um acidente. Ao pular uma cerca, escorregou e caiu com o braço para trás, sofrendo fratura exposta. A mãe a levou ao hospital, mas o tratamento recebido foi mal feito e gerou a consequência drástica.
O médico fez um procedimento errado. Com três dias estava gangrenado, infeccionado e teve que amputar. Ele falou para minha mãe: ou você permite que ela morra ou que fique sem braço. Essa foi a escolha da minha mãe e provavelmente por isso estou aqui hoje.
Teresinha deixou o interior do Maranhão rumo à capital São Luis aos 13 anos de idade, mas a vida não ficou mais fácil por isso. Mesmo nova precisava trabalhar para ajudar a família, e a limitação física fechava também algumas portas no mercado de trabalho. Assim, precisava aproveitar as chances que surgiam.
- Já fui babá, entregadora de marmita, trabalhei em casa de família, em restaurante entregando marmita, já trabalhei em papelaria, fui vendedora... Vendia banana quando criança, vendi tomate... – enumera.
Se o passado é cheio de lembranças de esforço e suor, Teresinha hoje tem motivos de sobra para sorrir. No campo pessoal, viveu a felicidade de reencontrar o pai. E neste domingo conquistou a sonhada medalha. É um conjunto de alegrias que a deixam sem medo de novos desafios na pista.
- Hoje estou muito feliz. Esse ano reencontrei meu pai, fazia 30 anos que não o via, não sabia se estava vivo ou morto. Foi um ano de realizações na minha vida. Se deus permitir estarei em Tóquio.
Daniel Dias

Nascido em Campinas, Daniel Dias é um atleta paraolímpico brasileiro e recordista mundial. Passou sua infância e adolescência na cidade de Camanducaia, em Minas Gerais. Daniel nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, descobriu o esporte aos 16 anos.
Compete nas classes S5, SB4 e SM5 em competições paralímpicas no Mundial de natação do CPI foi ouro nos 200m medley, com recorde mundial, ouro nos 100m livre e prata nos 50m borboleta e 50m costas, medalha de ouro no revezamento 4x50m medley com recorde mundial.
Daniel é detentor do recorde mundial nas provas de 100m e 200m livre, 100m costa e 200m medley e o recordista nos Jogos Parapan-americanos com oito medalhas de ouro.
Daniel consquistou nove medalhas nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008, superando o também nadador brasileiro Clodoaldo Silva, que havia conquistado sete medalhas (seis de ouro e uma de prata) nos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004.
Daniel é o maior medalhista paralímpico brasileiro continua aumentando sua coleção. Daniel Dias chegou ao seu 19º pódio, o quarto nos Jogos Rio 2016, com a prata nos 100 metros peito, classe SB4, disputada neste domingo (11.09), no Estádio Aquático do Parque da Barra.
Petrucio Ferreira

É de São José do Brejo do Cruz, interior do Paraíba, que vem o jovem atleta de 19 anos que assombrou o mundo do esporte ao bater dois recordes mundiais na mesma edição dos Jogos Paralímpicos. Ouro na Rio 2016 neste domingo, no Engenhão, com o tempo de 10s57 na final dos 100m T47, Petrúcio Ferreira teve uma típica infância de garoto do interior paraibano, o que faz com que seus colegas de seleção o chamem de brincadeira de "perseguidor de cabras". Passado os minutos da euforia da conquista, Petrúcio já sabe o que vai perseguir nos próximos anos.
Eu diria que ainda não pensei em correr com os olímpicos, mas espero obter melhores resultados no futuro, correr com os olímpicos, correr um trofeu brasil com o olímpicos também. Só tenho dois anos e meio no atletismo, ontem mesmo conversei com o meu treinador: "Pedrinho, só treino há dois anos e meio, não cheguei ainda no topo do treinamento pesado, estou ainda nos ajustes, você acha que tenho condições de melhorar a minha marca:" Ele disse, sem duvidas - contou.
A ascensão de Petrúcio no atletismo foi meteórica. Em 2012, o paraibano sequer havia atentado para a realização dos Jogos Paralímpicos de Londres. O jovem corredor perdeu parte do braço esquerdo aos dois anos de idade, quando se acidentou com uma máquina de cortar grama na sua cidade. Os primeiros passos no esporte foram no futsal. Apesar de talentoso, Petrúcio tinha na velocidade a sua maior característica, o que o levou a praticar atletismo a partir de 2014. Naquele ano, ele já foi campeão nos 100m e 200m.
- Eu jogava futebol em Catolé do Rocha (região da Paraíba onde está localizada a sua cidade), o coordenador de esporte da Paraíba viu eu me destacando um pouco no futsal, dando aquela explosão para fazer o gol, daí ele conversou com meu professor. Eu tinha boa arrancada para o ataque. Que tal leva-lo para o atletismo devido à dificuldade que ele tem? Meu professor conversou comigo e eu resolvi mudar de esporte. Hoje estou aqui com uma medalha de ouro paralímpica - relembrou.
Felipe Gomes

Premiado como o melhor do atletismo paralímpico o velocista Felipe Gomes perdeu a visão aos seis anos de idade por causa de um glaucoma congênito, seguido de catarata e deslocamento da retina. No esporte, o atleta já chegou ao topo dos pódios olímpicos quando conquistou a prova dos 200m nas Olimpíadas de Londres em 2012 – além do ouro Felipe também saiu com o bronze nas disputas dos 100m.
Durante a sua trajetória o atleta passou por diversos esportes mas foi mesmo no atletismo que ele veio a se destacar e competir. Ao longo de sua carreira ele chegou a disputar cinco Mundiais, três Parapan-americanos, duas Paralimpíadas e hoje soma mais de duzentas medalhas.Em 2015 o atleta terminou o ano como Campeão Mundial dos 200m com dois ouros Pan- americanos e se tornou o líder do ranking mundial dos 400m.
Felipe ganhou a medalha de prata nos 100m na classe T11.
Nossos esportistas estão dando um show nessas paraolimpíadas. Você que ainda não pratica esportes ou está parado, veja os exemplos desses vencedores na vida e no esporte e vá em frente!
Fonte noticias e imagens:
http://s2.glbimg.com/acs90MOWpKciawfeHz02i-yfKlmzxryIcWs-dJO4SPS3aK8eZBQT8zLWiLVxzAA7/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2012/09/01/danieldias_ouro_200mlivre_budamendes_cpb.jpg
http://soesporte.com.br/site/wp-content/uploads/2015/04/petrucio1.jpg
http://globoesporte.globo.com/paralimpiadas/noticia/2016/09/gloria-aos-19-anos-o-perseguidor-de-cabras-que-sonha-disputar-olimpiada.html#atleta-petrucio-ferreira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Dias
http://www.ebc.com.br/esportes/rio-2016/2016/09/felipe-gomes-faz-seu-melhor-tempo-e-se-classifica-para-final-dos-100m
http://s.glbimg.com/es/ge/f/original/2015/10/25/0164_yohansson_nascimento_dz_1.jpg
http://globoesporte.globo.com/paralimpiadas/noticia/2016/09/erro-medico-trabalho-e-suor-trilha-de-teresinha-ao-podio-vai-alem-dos-100m.html
http://www.ebc.com.br/esportes/2016/01/conheca-trajetoria-do-para-atleta-felipe-gomes
http://globoesporte.globo.com/paralimpiadas/noticia/2016/09/felipe-gomes-honra-tradicao-brasileira-nos-100m-t11-e-e-prata-no-engenhao.html#esporte-atletismo